quarta-feira, 22 de setembro de 2010

INSCRIÇÕES PARA O PEP 2011 SÓ ATÉ AMANHÃ, DIA 23 DE SETEMBRO DE 2010



Devido ao elevado número de interessados em participar do Programa de Ensino Profissional - PEP 2011 a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais torna pública a prorrogação das inscrições até a meia noite de quinta-feira, 23 de setembro de 2010.

Fonte: www.educacao.mg.gov.br

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ENXERGANDO O MUNDO

Daniela de Laet Souza


O que é olhar? O que é ver? Eis as duas formas de perceber o mundo, que embora semelhantes, divergem entre si, pela carga emocional, pela personalidade que cada um insere nessas ações.
Cada pessoa vê, olha os eventos exterior a sua maneira.É a indiossincrasia estendendo-se a visão, pois o que distingue, substancialmente, ver e olhar é a intensidade com que se observa.
Diria que ver é apenas a capacidade de perceber o exterior, suas formas, suas cores. Já o olhar é a fusão entre o ver e o interpretar, próprio e único, espiritual de cada ser, que pode ser assim expresso:

VER +INTERPRETAR= OLHAR

O rítimo frenético de nossos dias, consumidos pelo trabalho, pela poluição visual, suja os olhos,"diminui-lhes a voltagem". Vê sem se ter consciência do que é visto. Uma pessoa que passa por uma mesma rua todos os dias, não é capaz de relatar o que viu. Está tão acostumada com o seu campo visual cotidiano, que não percebe a tintura nova de uma casa. E tal hábito leva a indiferença do ser.
É o jeito de olhar do poeta que lhe rende tão belos versos. Ele com certeza viu pela primeira vez a essência das coisas que enxerga todos os dias. O seu reparar do que nunca ninguém olhou, trasforma o considerado simples em fantástico. Foi o que aconteceu certa vez com uma cebola: quando vista de perto, revelou-se de todo poética.
Os olhos são a janela da alma na medida da interpretação do que é visto, mas diria que não só eles se comportam assim, pois os outros sentidos, olfato e tato, podem a ser, se capazes de notar a poesia das coisas, de levar a reflexão.
O grande desafio constitui-se em conseguir assistir o mundo como uma criança, que tem os olhos limpos, "atentos ao espetáculo do mundo". Deixar de entrevê-lo, admirando, contemplando o mais simples e cotidiano, que está bem diante de nossos olhos.

(Ensaio apresentado à disciplina de Língua Portuguesa e Literatura do 3º ano da E.E.José Luiz Gonzaga Ferreira / RAVENA - MG)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Paternidade eleitoral: eufemismo de Coronelismo

(Na íntegra: O que o HOJE EM DIA não teve coragem de publicar, você lê aqui e agora em sua totalidade!)

O coronelismo no Brasil é símbolo de autoritarismo e de impunidade. A paternidade por sua vez, segundo o dicionário Aurélio significa: “Estado, qualidade de pai. / Relação jurídica entre pais e filhos. (Distingue-se a paternidade legítima, em que os filhos procedem de uma união entre pai e mãe, da paternidade adotiva, em que o filho é adotado.) / Fig. Criação, autoria.”

Em reportagem recente do HOJE EM DIA, vimos um quadro de alianças partidárias que em se colocando em forma de imagens, teríamos uma miscigenação ideológica nunca antes imaginada.

Permitam-me utilizar o significado da palavra Paternidade em seu sentido conotativo que seria uma espécie de 'criação' e/ou 'autoria', o que contextualizando o atual cenário político do Brasil, resulta em uma série de paternidades esquizofrênicas (produtos de criação de seus idealizadores) que tem cheirado mais a algum tipo de coronelismo enrustido por tal prática.

É só agirmos como os famosos filhos de Issacar, que tiveram sua história narrada no texto bíblico do primeiro livro de Crônicas, capítulo 12 verso 24 em que são reconhecidos como jovens “conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer” e ver que precisamos, mais do que nunca, tornar-nos conhecedores da época ponderando sobre os fatos atuais, fazendo uma leitura do atual momento em que passamos para que, consigamos, com total consciência própria e não indutiva, fazer escolhas que resultarão em ações futuras. É conhecer para saber o quê o Brasil deve fazer doravante.

Em evento oficial no estado de Pernambuco, ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil “precisa de uma mãe”.(?) Não, o Brasil não precisa de mais uma mãe, já basta as mães que temos e que por si só são insubstituíveis. O que o Brasil precisa é de um(a) presidente que cumpra o que prometeu em seu plano de governo e que atenda a todos, não uma só classe em detrimento à outra. Numa entrevista a rádios do Nordeste, como bem noticiou a edição de ontem do HOJE EM DIA, Lula ainda provoca não só antecessores como presidenciáveis, como se o fosse, e termina afirmando que “inteligência não tem nada a ver com a quantidade de anos de escolaridade” julgando a inteligência como um dom e não uma “coisa” (sic) que muita gente tem sem nunca ter ido a escola.” É claro que o presidente está se referindo a sabedoria popular, ao senso comum e não ao conhecimento empírico, que resultam em pesquisas capazes de descobrirem pré-sal no litoral brasileiro, esse sim, só adquirido através de muitos anos em banco de escolas, universidades e bons centros de pesquisas... E isso leva um tempo senhor presidente!

Admirei ao ler que a extinção da CPMF (contribuição PROVISÓRIA sobre movimentação financeira) segundo o Exmo. Sr. presidente, foi uma derrota do governo, mas não restam dúvidas que também foi uma vitória do povo, que arcava com os R$ 40 bilhões por ano através de suas contas correntes pífias enquanto que parlamentares faziam farras com mensalão, mensalinho e ninguém até agora, pelo que sei, entregou o que roubou dos cofres públicos e diga-se de passagem que é dinheiro do povo, pago através das altas taxas impostos que nos são cobrados, para não dizer espoliando-nos, anos após anos, e por isso, a tão famigerada Reforma Tributária ainda não saiu, pois tem quem a mantêm: nós, o povo!!!

Ao dizer que o Brasil precisa de um mãe, Lula afronta (de novo) o TSE, (que não consigo entender a postura tão passiva!) afronta seu eleitorado e afronta o povo brasileiro através da impunidade, que diziam combatê-la com tanta força quando não se estava no poder. Esse, como diria Frei Betto, não corrompe jamais o homem, revela-o. E é nisso que tem se revelado o nosso atual presidente: o faz porque tem na impunidade a certeza de que poderá continuar usando a máquina da União, a opinião pública, pelos seus 80% de aprovação de governo, e pelo ato de coronelismo, que agora volta na forma de paternidade eleitoral. “Eu digo em quem você vota e pronto!”

Como não há mais o que fazer pelo homem que teve tudo para se transformar em herói nacional, mas deixou que o poder roubasse parte dessa história ao não saber terminá-la; resta-nos procurar entre esses que se julgam prontos a assumir o posto mais importante da nação, e que escreverá (de novo), uma nova história, demonstrando que o Brasil ainda pode ter outros heróis.

Macunaíma, na galeria de nossos anti-heróis, espera pela fotografia do próximo, pois a de Lula já está bem guardada!

Como professor de língua e literatura, não poderia jamais terminar sem antes sugerir uma leitura, ao ainda presidente e procurador de uma mãe para o Brasil; a leitura do mesmo livro indicado por Tião Martins em sua crônica “Que venha o Apocalipse” (HOJE EM DIA, edição de 18/08/2010); “1934” de Alberto Moravia. Como bem disse Martins, “não somente por ser bem escrito, mas por denunciar as armadilhas em que o intelectual alienado pode cair quando – enamorado de si mesmo – perde de vista a realidade!”

Quaisquer semelhanças com os fatos ou personagens terá sido mera coincidência!

Sola Scriptura.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Praça é do povo?

Esta postagem trata-se do comentário de Patrícia Matos sobre o artigo EN CENA FIT??? no portal Notícia (IN)útil, recebido por email. Achei que valia a pena compartilhar não só a mensagem, como também a indignação!!!!!!!!!!!!!!! Segue a reprodução na íntegra (sic).

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" A praça é do povo como o céu é do avião..."

Acreditem! essa imagem acima é de uma senha distribuída ontem para assistir ao espetáculo de RUA Ka@smos, realizado na abertura do FIT BH.

Senha? Mas como assim? O espetáculo não é de rua? É isto mesmo, contrariando os princípios de uma apresentação de espetáculo teatral de RUA, que é feita para as pessoas que estão transitando pela cidade, para dialogar com o espaço Público, para causar a surpresa das pessoas: estar na rua e se deparar com um espetáculo, com o inusitado, para mudar o cotidiano, papel da arte diríamos.

Pois bem, não foi o que aconteceu na abertura do FIT, na Praça da Estação (local público da apresentação) havia uma cerca e uma portinha controlando a entrada das pessoas na Praça. COMO ASSIM CONTROLANDO A ENTRADA DAS PESSOAS NA PRAÇA? A PRAÇA NÃO É PUBLICA? Ai para assistir a um esptetaculo teatral de RUA as pessoas formaram uma longa fila para entrar na Praça da Estação. COMO ASSIM ENTRAR NA PRAÇA DA ESTAÇÃO?

É uma pena ver a Praça da Estação, local público de BH, cercada e com muitos seguranças vestidos de ternos pretos.

E a PRAÇA DA ESTAÇÃO que já abrigou dezenas de espetáculos MA-RA-VI-LHO-SOS de outras edições do FIT, com adesão em massa da população de Belo Horizonte, que podia ocupar a praça de maneira livre, descontraída, levadas pela emoção e pela beleza dos espetáculos, pela alegria que sempre contagiou a todos durante o FIT.

Ao contrario, ontem vi a população comportadamente esperando uma senha e entrando numa fila, para entrar na praça da estação e assistir a um espetáculo que aconteceu a 30 metros de altura.

Os locais públicos são os locais da descontração, do encontro, da liberdade, não dá para formalizar o espaço público como se fosse um espaço fechado. Assim podemos levar os espetáculos de rua para o Palco, não vai fazer diferença.

Obviamente que uma cerca separa, inibi, exclui... Não tenham dúvidas disso! E ainda fica mais caro pois tem que alugar toda a estrutura etc.

E ai ficam as questões:

Aquela cerca na Praça da Estação, para a apresentação de um espetáculo de rua, separa quem de quem?

Qual é realmente a sua finalidade? Se é para impedir que pessoas entrem na praça e estraguem o Patrimônio Público, sugiro que a próxima abertura do FIT seja transmitida pela TV, ai não há o perigo de desarrumar a Praça.

Que pena, gostaria de deixar meu lamento, parabenizar o rapaz que num momento de raiva e coragem chutou a cerca, gritando: TIRA ESSA CERCA. A PRAÇA É DO POVO!!! Mas claro, foi rapidamente contido, agressivamente, pelos seguranças vestidos de preto.

Saudades do tempo em que podíamos ver um espetáculo de rua preocupando-nos somente com o prazer do espetáculo, e não com pegar uma senha e entrar numa fila como se estivesse num banco, no SUS, no INSS ou num setor burocrático da PBH...

Um outro mundo é possível. Um outro Brasil é necessário!

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Sola Scriptura.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Desigualdade no ensino

Os resultados do desempenho por escola no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação, mostram a desigualdade entre as instituições públicas e privadas do país. Das 20 melhores escolas de ensino médio do Brasil, 12 estão na região Sudeste e apenas duas são públicas, entre elas o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que obteve média total de 734,66 pontos e ficou com a sétima colocação no ranking nacional. A outra escola mineira a ocupar o oitavo lugar entre as 20 melhores do país é o Colégio Bernoulli, com uma das mensalidades mais caras de Belo Horizonte.

As escolas particulares conquistaram os melhores resultados e são maioria no ranking, com 18 das 20 posições. Embora o Enem ainda seja questionado como uma avaliação fidedigna do Ensino Médio, o fato é que as provas, apesar de exaustivas, requerem do aluno conhecimento científico e a sua aplicação à realidade. Uma coisa o exame consegue: separar o aluno capaz de interpretar daquele incapaz de fazê-lo.

Mas, independentemente das críticas ou elogios ao Enem, o fato é que a discrepância entre as notas das escolas particulares e públicas é recorrente, e se explica, em parte, pelo baixo investimento feito na rede pública de ensino. Cálculos do próprio MEC indicam que o investimento por ano da rede pública convencional num estudante de ensino médio equivale ou é até inferior ao valor de uma mensalidade em escolas particulares de elite.

No ano passado, a prova foi feita por 2,4 milhões de pessoas. Neste ano, o número de inscritos deve dobrar, pois muitas universidades aderiram ao Enem como primeira etapa de seu vestibular, como a UFMG.

O diagnóstico divulgado ontem pede mais agilidade aos governos de todas as esferas na tentativa de imprimir maior qualidade ao ensino público e corrigir a distorção social que permite o acesso a uma boa escola apenas às classes mais favorecidas da sociedade brasileira.


Fonte: Hoje em Dia Disponível em << http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/colunas-artigos-e-blogs/blog-de-opini-o-1.10994/desigualdade-no-ensino-1.147323 >>

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Eu sou o Capitalismo

(Ítalo Chesley)


Boa noite senhoras e senhores,

Meu nome é capitalismo, tenho centenas de anos, milhões de vítimas e sou imortal. Alguns me confundem com o diabo, outros tem certeza que eu o sou. Mas eu sei que não sou, apesar de ser facilmente confundido com ele.
Depois que eu surgi, a humanidade tem progredido e, ao mesmo tempo, regredido muito.
Ela se dividiu em duas porções exponencialmente diferentes: Pobres e ricos.

Desde sempre existiram essas duas classes de pessoas, mas com a minha existência, foi oficializada a nova nomenclatura,as palavras que marcam e marcarão a humanidade até o dia do fim.
Pobres e ricos. A fatia dos pobres, não se compara com a dos ricos;Claro que não se compara!
Quem é pobre sabe muito bem disso e os ricos provavelmente, em sua maioria não se importam. A não ser que tenham que fazer alguma campanha publicitária de solidariedade, pouco convincente, para se manter na posição

Mas, enfim. Eu sou um dos poucos que assume os próprios atos.
Sou responsável pelas guerras, pela pobreza, pela injustiça, pelo atraso, pela fome, pela prostituição, pela ambição e muitas outras coisas que me fogem à memória agora.Mas, as que eu disse, são suficientes para me condenarem sem clemência, eu sei, mas não me condenam, sabe por que?

A minha condenação traria uma revolução incrível e jamais vista por qualquer ser humano da face da terra. Os (poucos) detentores do poder o perderiam, portanto, não permitem, aos (muitos) pobres que sofrem com a minha existência, que acabem com isso.

Eu sobrevivo, os ricos sobrevivem, os pobres “vivem”…até que a humanidade acabe…até que tudo se acabe…ou até que alguém descruze os braços.

Disponível em << http://italochesley.com/literatura/?p=88 >>

Esquema da antítese

Esquema da antítese

Como incluir a contra-argumentação numa dissertação argumentativa?

A dissertação argumentativa começa com a proposição clara e sucinta da ideia que irá ser comprovada, a TESE.

A essa primeira parte do texto dissertativo chamamos de introdução.

A segunda parte, chamada desenvolvimento, visa à apresentação dos argumentos que comprovem a tese, ou seja, a PROVA. É costume estruturar a argumentação em ordem crescente de importância, como foi explicado no início desta lição, a fim de prender cada vez mais a atenção do leitor às razões apresentadas. Essas razões baseiam-se em provas demonstráveis através dos fatos-exemplo, dados estatísticos e testemunhos.

Na dissertação argumentativa mais formal, o desenvolvimento apresenta uma subdivisão, a ANTÍTESE, na qual se refutam possíveis contra-argumentos que possam contrariar a tese ou as provas. Nessa parte, a ordem de importância inverte-se, colocando-se, em primeiro lugar, a refutação do contra-argumento mais forte e, por último, do mais fraco, com o propósito de se depreciarem as ideias contrárias e ir-se, aos pontos, refutando a tese adversa,ao mesmo tempo em que se afasta o leitor ou ouvinte dos contra-argumentos mais poderosos.

Na última parte, a conclusão, enumeraram-se os argumentos e conclui-se, reproduzindo as tese, isto é, faz-se uma SÍNTESE. Além de fazer uma síntese das idéias discutidas, pode-se propor, na conclusão, uma solução para o problema discutido.

Esquema de uma dissertação com antítese

Tema: Vestibular, um mal necessário.

Tese: O vestibular privilegia os candidatos pertencentes às classes mais favorecidas economicamente.

Prova: Os candidatos que estudaram em escolas com infraestrutura deficiente, como as escolas públicas do Brasil, por mais que se esforcem, não têm condições de concorrer com aqueles que frequentaram bons colégios.

Antítese: Mesmo que o acesso à universidade fosse facilitado para candidatos de condição econômica inferior, o problema não seria resolvido, pois a falta de um aprendizado sólido, no ensino fundamental e médio, comprometeria o ritmo do curso superior.

Conclusão (síntese): As diferenças entre as escolas públicas e privadas são as verdadeiras responsáveis pela seleção dos candidatos mais ricos.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
(in Novo Manual da Nova Cultural - Redação, Gramática, Literatura e Interpretação de Textos, de Emília Amaral e outros)

Conceitos e noções gerais sobre a dissertação: disponível em << www.http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=redacao/teoria/docs/esquemasdissertacao >>