segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vale-cultura

O "Vale-cultura" criado pelo governo federal é mais uma prova de que o Art 7º, inciso IV da Constituição Federal está obsoleto. O artigo diz que "“(...) são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: IV – salário mínimo, fixado por lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer(LEIA-SE, CULTURA), vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim(...)”. Não seria melhor reajustá-lo de forma que atenda TODAS as necessidades descritas acimas? Não entendo esse governo que se diz do partido dos trabalhadores e que só tem criado "muletas" para sustentar o pobre. Já não bastasse o bolsa-família (benefício concedido a famílias carentes que têm filhos matriculados em escolas públicas, vale ressaltar que o critério para aquisição de tal "muleta" NÃO precisa nem ser o desempenho do filho na escola, basta somente a frequência que o benefício é concedido...), depois o vale-gas, agora o Vale-cultura (que também poderá virar vale-gas ou vale-qualquer-outra-coisa-que-não-seja-cultura)!! É rir da desgraça do outros enquanto se diz que está é ajudando... Quem ajuda não dá o peixe, ensina a pescar!!!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

PEDAGOGIA DO OPRESSOR[1]

“É que Narciso acha feio tudo aquilo
que não é espelho.”
Caetano Veloso

“É mais fácil desistir do que insistir”.
Dito Popular

No artigo 22 da Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996, diz que os governos estaduais e municipais, responsáveis pela educação básica, devem ‘desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores’. Portanto, na mesma Constituição Federal há também expresso no Art. 7º, inciso IV que diz “(...) são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: IV – salário mínimo, fixado por lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim(...)”. Ou seja, da mesma forma que o cidadão tem direito a um “salário mínimo”, do qual o mesmo não é capaz de suprir-lhe todas as necessidades estipuladas na Constituição, da mesma forma, governos estaduais e municipais recebem da União “verbas” para que os governos destinem àquilo que é estipulado nas leis de distribuição de cada estado/município.
Logo, não acredito que os governos estaduais e municipais sejam negligentes quanto à finalidade da Educação Básica. Até mesmo porque, assim como o famigerado “salário mínimo” não corresponde com todas as necessidades do cidadão brasileiro, igualmente acontece no governo estadual e municipal que recebem “verbas” que serão repassadas à educação.
Relendo o livro de Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia[2], em momento algum percebi o autor culpar o sistema público, seja ele qual for, como negligentes ou responsáveis pelo possível fracasso na Educação Básica no Brasil. O problema é que, muitos professores, diferentemente de outros profissionais, como por exemplo, os da medicina, acreditam tanto no fracasso de suas profissões que preferem desistir de lutar por um ensino melhor do que insistir contra o sistema – essa engrenagem que corrompe e destrói. Somente o fato de o professor desistir de lutar e preferir colocar a culpa no governo, já demonstra uma escolha política, pois ser omisso é o mesmo que compactuar com essa macro-engrenagem, que leva muitos à mesma decisão, por ser o caminho mais curto, consequentemente, menos trabalhoso.
Colocar a culpa no governo estadual e municipal torna-se mais fácil do que insistir e persistir na busca de um ensino melhor, pois o que eu faço, não pode ser medido pelo que eu ganho, até mesmo porque, quando fiz a minha escolha pela licenciatura, não foram os “altos” salários que me atraíram, e sim, minha vocação e minha convicção de que, como professor, posso ser um gestor/multiplicador de ideias.
Pedagogia da Autonomia é um livro pequeno em tamanho, mas gigante em esperança e otimismo, pois condena as mentalidades fatalistas que se conforma com a ideologia imobilizante de que "a realidade é assim mesmo, que podemos fazer?" Para estes, basta o treino técnico indispensável à sobrevivência. Em Paulo Freire, educar é construir, é libertar o ser humano das cadeias do determinismo neoliberal, reconhecendo que a História é um tempo de possibilidades. É um "ensinar a pensar certo" como quem "fala com a força do testemunho". É um "ato comunicante, co-participado", de modo algum produto de uma mente "burocratizada". No entanto, toda a curiosidade de saber exige uma reflexão crítica e prática, de modo que o próprio discurso teórico terá de ser aliado à sua aplicação prática. E isso requer trabalho, muito trabalho. O que na verdade, parece ser um preço que a maioria dos docentes não quer pagar.
Antes de escrever esse artigo, acreditava que o fracasso da educação no Brasil poderia ser atribuído totalmente aos governos, por falta de incentivos financeiros. Depois de ler o livro de Freire, acabei descobrindo que o poder público, sobretudo estadual e municipal, no uso de suas atribuições, faz a sua parte o que os torna participativo e não negligentes no que diz respeito à Educação Básica.
Portanto, de minha modéstia parte, estado e município estão inocentados de negligência e culpo a União por tal negligência, isso porque, a distribuição da renda para educação parece-me ser realizada de forma irregular. Um estudo do próprio Ministério da Educação concluiu que o investimento de 4,3% do PIB é insuficiente para resolver este problema secular. Segundo o mesmo estudo, seriam necessários 8% do PIB para tal. Não bastasse isso, o foco do investimento em educação no Brasil privilegia a elite, ao investir pesadamente no ensino superior, pois enquanto o ProUni serve de bandeira eleitoral, o FUNDEB mal saiu do papel.
Esse descaso político tem um preço altíssimo, pois os pilares educacionais formam-se na educação infantil e nas primeiras séries do fundamental aonde deveria ter maiores investimentos. É o que faz países como os Estados Unidos, Coréia e Japão. No Brasil, a União (Governo Federal) faz justamente o contrário, privilegiando o Ensino Superior e menosprezando a Educação Básica. Por isso, a universidade padece com a qualidade sofrível dos jovens, que têm dificuldades até mesmo para ler e escrever, derivativas de uma formação fragilizada e ineficiente nas séries e estágios anteriores de suas formações.
O que postulo é que nós, professores, não devamos ancorar nesse discurso pessimista e tornar nossas aulas medíocres, tentando nivelar meu conhecimento e minha capacidade de ensino ao que ganho. Isso se torna uma Pedagogia do Opressor, que na verdade é cíclico. Quando aluno, ouvimos essas mesmas reclamações, assistimos às mesmas paralisações e apoiamos as mesmas greves... Agora, enquanto professor, devo fazer a escolha de repetir esse discurso pouco respaldado e menos responsável ou lutar contra o sistema através de uma excelência na gestão do Ensino?
Para Freire, o homem e a mulher são os únicos seres capazes de aprender com alegria e esperança, na convicção de que a mudança é possível. Aprender é uma descoberta criadora, com abertura ao risco e a aventura do ser, pois ensinando se aprende e aprendendo se ensina.
Enfim, chegou a hora de decidirmos: de que lado quero estar? De que lado você, meu caro colega de sala, está?
Se fosse para sintetizar a teoria de Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia para respaldar minha escolha diria que “ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade; comprometimento; compreensão de que a educação é uma forma de intervenção no mundo; liberdade e autoridade; tomada consciente de decisões; saber escutar; reconhecimento de que a educação é ideológica; disponibilidade para o diálogo; querer bem aos educandos”.
Portanto, se esse é o preço que não queremos pagar, ou melhor, que você não queira pagar, já não estaria na hora de investir em outra área que não a licenciatura?
Como diria Howard Gardner em Inteligências Múltiplas “precisamos atrair para o magistério indivíduos mais fortes, precisamos melhorar as condições para que eles permaneçam ensinando e precisamos utilizar nossos professores-mestres para ajudar a formar a nova geração de alunos e professores”. O caminho para essa conquista já começamos a desenhar, só falta pintá-lo com tons mais fortes e com mais lápis de cores juntos.

Jonas Pinheiro Barbosa
Professor da rede pública

[1] O título do artigo é inspirado no livro ‘Pedagogia do oprimido’ de Paulo Freire.
[2] FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 16ª ed. São Paulo: Paz e Terra,2000.165p.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

NOTA DE AGRADECIMENTO À EQUIPE DO HOJE EM DIA

Quero agradecer ao Sr. Carlos Oliveira (Presidente do Hoje em Dia) pela atenção dispensada ao assunto (postagem anterior) e por ter vindo até à minha residência, confirmando que de fato, o endereço é possível de ser achado.

à sra.(ta) Beatriz pelo contato em 01/07/2009 e à srta. Gislaine (setor de vendas) que tem dispensado atenção absoluta ao caso;

À sra.(ta) Yolanda pelo contato e acompanhamento no dia 02/07/2009 e ao Sr. Luiz Felipe (Coord. Entregas) que também esteve em meu endereço na madrugada desse dia.

Agora espero poder fazer minhas leituras diárias...

terça-feira, 30 de junho de 2009

NOTA DEZ AO NOVO JORNALISMO DA RECORD

Nota 10 para o novo jornalismo da Rede Record. A estréia ontem (29/06/2009) com a apresentadora Ana Paula Padrão não deixou nada a desejar. O Jornal promete concorrência acirrada com o horário nobre, a tempo mantido em monopólio pela grande imprensa. Além de uma excelente apresentadora, a jornalista Ana Paula Padrão demonstrou porque é uma das melhores jornalistas e repórter desse país (o que é muito difícil). O quadro SOS BRASIL com as reportagens sobre os problemas sociais também promete pela qualidade e pela coerência. Gosto quando vejo uma denúncia seguida de uma sugestão como foi o episódio de ontem. Criticar é fácil, mas sugerir parece-me ser mais coerente e participativo!

Agora, nota ZERO para o Hoje em dia que não consegue manter uma regularidade na entrega dos meus jornais diários... Segue abaixo a cópia da carta que enviei aos responsáveis pelo tal meio de comunicação.

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Carta enviada ao HOJE EM DIA em 30/06/2009 (via e-mail)

Srs. Diretores e coordenadores do Jornal Hoje em Dia;

Quero deixar aqui registrado minha insatisfação com o Jornal Hoje em Dia não como leitor, todavia como co-assinante[1].
Acredito ser de extrema importância minha colocação, pois no mercado competitivo e no mundo corporativista em que vivemos a regra número um de todo empreendimento é aferir o nível de satisfação do seu cliente para poder atendê-lo cada vez melhor.
Não gostaria de sair do rol de assinantes do Hoje em Dia sem dar-lhes explicações, acredito eu, convincentes do meu pedido de exclusão. E o faço pela última vez por escrito porque não quero ser mais incomodado com o merchandising de uma empresa que já me cansou, o que me deixa realmente preocupado, por se tratar de uma empresa do segmento da comunicação e ironicamente ou propositalmente, o meu pedido de exclusão se dá justamente pela falta dela – a comunicação.
Desde quando assinei o referido Jornal venho tendo problemas com a entrega do mesmo. Fato esse reclamado, registrado inúmeras vezes pelo setor de atendimento e relacionamento com o cliente, o que pela reincidência dos fatos, leva-me a crer que as indagações feitas não foram apuradas, pois os problemas persistiram. Esse pedido de cancelamento de assinatura já solicitado inúmeras vezes anteriormente (como inúmeras vezes foi também a falta de entrega), todavia sempre há um(a) excelente call center que pelas promessas de fidelidade nos faz idiotamente tentar mais uma vez. Talvez essas tentativas só foram consolidadas pelo meu hábito obcecado pela leitura – já que sou professor de língua na rede pública e privada. Como sou formador e multiplicador de opinião não gostaria de continuar com a má impressão do Jornal, haja vista ser um dos melhores de Minas Gerais, apesar do outro se intitular “O jornal dos mineiros”... E é justamente pela qualidade de jornalismo e pela seriedade como o grupo HOJE EM DIA desempenha seu árduo trabalho de informar e pelas oportunidades que nele são dadas através da seção “Jornalistas em formação” é que gostaria de pedir em DEFINITIVO a minha exclusão como assinante, colaborando assim com os senhores, pois pelo menos sairia agora com uma má impressão menor, do que continuar mantendo vivos os problemas dos quais julgo ser de escala primária: a entrega. Não sei para o Jornal, entretanto para mim, a única coisa que se espera de um jornal diário é a ENTREGA DIÁRIA, factual e pontual. Não devo estar pedindo favores quanto a isso! Se for, peço desculpas por não ter usado a palavra antes...
Para tentar resolver esse problema, já dei inúmeros detalhes sobre o local, desde cor do portão, nome de outras ruas que fazem esquina, nomes de estabelecimentos comerciais próximos, dizeres escritos no portão, ou seja, uma infinidade de informações desnecessárias para mim, já que os Correios, a Cemig, a Copasa e outras malas de direta (também sou assinante do Grupo Abril: Nova Escola e Veja) que me entregam todos os periódicos sem nenhuma dessas informações complementares, apenas com o nome da rua e número, o que achava que era suficiente, até tentar assinar o Hoje em Dia. Digo tentar porque não considero que consegui e ainda acredito que pelo números das tentativas, fica provado que eu era o mais interessado na resolução do caso. E lamento não ter conseguido porque o Jornal de fato, me cansou. Estou cansado de tentar... Vou ter que apelar pelo “jornal dos mineiros” mesmo... Ou aquele outro do emblema verde e que está na promoção de incentivo à leitura também. Talvez seja a decisão mais sábia e lúcida a fazer no momento.

Portanto, saio do rol de assinantes (sem ter conseguido ser assinante de fato) sem nenhuma impressão do Jornal, nem boa, nem má. Só não queria sair sem antes explicar o motivo para que os senhores não deixem ocorrer com os próximos assinantes o que ocorreu comigo. Pois tenho aprendido que criticar sempre é mais fácil, mas dar sugestões de melhorias nem sempre o é. Torço pelo fato ter acontecido só comigo... A diferença é que costumo registrar minhas reclamações depois de várias tentativas e às vezes o faço assim, aos diretores e coordenadores que por questão de delegar responsabilidades, nem sempre ficam sabendo de tais fatos, ora aqui reportados.

No entanto, aguardo respostas por parte do Jornal;

Atenciosamente;

Jonas P. Barbosa

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[1] Co-assinante porque a assinatura foi feita em nome de minha esposa. Cód. Assinante: A79793, mas os dados para débito em conta são meus.

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Vamos ver quando terei resposta das minhas indagações...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Parceria com o PORTAL CURTAS

Meus caros leitores...

A partir de hoje, vocês poderão acompanhar aqui no meu blog os lançamentos dos curtas e poderão assisti-los aqui mesmo, sem precisar de ir àquele cinema cult ou procurar por aquela locadora de filmes raros... É mais uma parceria nossa com o PORTAL CURTAS. Para aqueles que apreciam a sétima arte... Boa exibição!!!
Aqui no blog a gente também é 'cult movies'...rsrsrsr

quarta-feira, 13 de maio de 2009

MESMO ASSIM, PARABÉNS SPORT!!!!


RECONHECIMENTO DA TORCIDA APÓS O JOGO

O Sport venceu o Palmeiras por 1 a 0, tendo devolvido o placar do jogo em São Paulo, pelas oitavas-de-final da Libertadores. Nos pênaltis, o Leão perdeu por 3 a 1. Mas, no fim, a torcida reconheceu o esforço dos jogadores e os aplaudiram de pé. Pelo visto, o lema criado pelo seu fundador, Guilherme de Aquino Fonseca, ainda ecoa na Ilha do Retiro.
"O Sport será um autêntico campeão, pois nasceu sob o signo da valentia e dele jamais se apartará". (Guilherme de Aquino Fonseca, em 1905)
E hoje, 13/05, quero PARABENIZAR o SPORT pelos seus 104 anos de muitas lutas e vitórias também!!!
Parabéns SPORT!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

JÁ NÃO GOSTAVA MUITO DE 'PORCO', 'INDA MAIS COM GRIPE SUÍNA...

JÁ ESTOU FASTIADO DE COMER PORCO... E VEEM ME DIZER QUE TERÇA-FEIRA AINDA TEM MAIS???


NUNCA DUVIDE DO SPORT: FALTAM 08 JOGOS...